Começo esse texto dizendo que eu, com meus 17 pouquíssimos anos de idade, me considero uma garotinha, uma frágil e tola garotinha. A "filhinha do papai" melhor dizendo. E amo isso. Amo não ter tanta responsabilidade, amo dar orgulho aos meus pais, amo sair de casa com hora pra voltar, e amo ter aquela conversinha de "pai/pra filha" depois da pirraça. Claro, um dia eu já odiei tudo isso. Já bati o pé e chorei de soluçar, já voltei pra casa depois do horário combinado, e já tirei muita nota baixa pro desgosto dos meus pais. Mas hoje em dia, vez ou outra me deparo com convites no facebook de meninas que fizeram parte de minha infância e também do inicio de minha adolescência. Meninas que não tinham hora pra voltar pra casa, e que me faziam inveja no dia seguinte contando todos os detalhes da farra, meninas que enquanto eu tentava criar coragem pra dar meu primeiro selinho, já estavam no seu 4° ou 5° namorado. Hoje, quando as vejo, demoro um pouco pra lembrar, ou reconhece-las, já que alguns anos atrás elas eram tipo um modelo a ser seguido, de menina independente que curtia a vida nos seus poucos 12 pra 13 anos de idade, e agora são mães com casa, marido e filho pra cuidar. Enquanto eu cá, me descabelo toda de estudar pra passar no vestibular, elas estão lá procurando em que barzinho que toca mc leozinho está seu marido. Muitas sabem, ou acham que sabem o que é a vida, e muitas sofrem com essa vida. Algumas se envolveram com drogas, a maioria influenciada ou obrigada pelo companheiro. Já vi algumas até irem presas. E definitivamente, agradeço aos meus pais pelos limites que me puseram e pelos castigos como lição. Me orgulho do que sou hoje, e do que eu sei que ainda vou ser, e a única coisa que posso sentir dessas pessoas, infelizmente, é pena, por não terem tido pais ou até mesmo uma mente limpa pra distinguir o certo do errado.
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sábado, 26 de maio de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
Sobrevivendo a adolescência (parte I)
Já pensei em escrever mais um desabafo, ou alguma coisa que te ajude a sobreviver ao caos que é essa fase complicada chamada de "adolescência". Mas... quer saber? não tem jeito, isso aqui é sim um desabafo, um baita de um desabafo, e prepare-se para se sentir ofendido ou se sentir no meu lugar, daquele jeito clichê de quando a gente ouve alguma música ou lê algum livro e pensa que o autor se inspirou na nossa vida pra compor/escrever aquilo.
Minha vida era uma droga, digo isso com tudo certeza e firmeza de uma menina com seus dezessete poucos anos de idade. Minha vida era uma droga amigo, e tudo começou a virar um caos quando comecei a sentir vergonha de usar uma blusa sem sutiã. Nem lembro bem como deixei minhas bonecas de lado e meu conjunto de panelinhas, trocando-os assim por maquiagens, chapinhas e esmaltes. A ultima vez que ralei o joelho foi escorregando na escada do meu prédio. E por falar em joelhos ralados.. que saudade disso. E quem imaginaria que um dia eu sentiria saudade até dos meus "baques". Mas ta bom, se for parar pra pensar, eu quis ser madura tão rápido, que se desse pra voltar no tempo até hoje eu brincaria na rua. Lembro-me bem de quando meus parentes me perguntavam se eu já tava de namoradinho, eu morria de rir com a cara dos meus pais, do tipo: minha filha? nunca! Mas vamos para a pergunta mais dolorosa que nossos amigos poderiam nos fazer:
- Você é BV (boca virgem)? - eu só descobri o significado dessa sigla na 3° série, mas calma, minha infância não deu STOP quando eu tinha apenas 9 anos -
- eee..eu? - aquele gaguejado básico de todo boca virgem - ah, claa..aro que não né?!
- e você já beijou quantos? - caramba meu, porque você tinha que perguntar isso? mentir dizendo que não sou bv já não basta? -
- Ah.. vários né!
Olá menininhas de 9 até indeterminada idade.. se você está aí se descabelando por que ta no zero a zero desde que nasceu.. aqui vai um conselho de alguém que sente uma vontade enorme de consertar seus erros do passado ajudando pessoas que tem as mesmas confusões mentais que eu tinha alguns anos atrás: relaxaaaaaa. Não importa quantidade, importa a qualidade. Não importa que seja com 25 anos de idade, ou com 11 - se bem que com 11 você ainda ta muito novinha viu sua danadinha? - mas que seja especial. Que faça o seu coração bater tão forte que você pense que vai pular da sua boca. Lembre-se de olhar no espelho e ver a princesa que está ali na sua frente, e princesas querida estão no topo de um castelo a espera de um príncipe, e príncipes não são tão fáceis de encontrar por aí, mas eu te garanto que pra ele não importa os quilômetros de distância entre ele e você ou a altura que ele tem que escalar até o topo do seu castelo, ele vai chegar lá. E vai valer a pena.
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