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domingo, 5 de maio de 2013

As coisas que eu penso, as coisas que eu sonho, as minhas esperanças, etc e tal.



São 7h da manhã, quando preparo meu café, ainda cheia de preguiça e vontade de voltar pra cama. Corro para não perder o ônibus, como sempre, estou atrasada. Sento na cadeira mais alta, quem me conhece sabe que é o meu cantinho preferido do ônibus, às vezes alguém chega primeiro, mas tudo bem, não faz mal. A parte boa de andar de ônibus - quando este não está lotado rs - é a oportunidade de estar só, digo, você e seus pensamentos. Algumas vezes são questionamentos, outras, desejos. Penso às vezes onde estará a pessoa que, sempre nos dizem ser o "grande amor" da nossa vida. Onde está você? será que eu já esbarrei em ti alguma vez? onde eu vou te conhecer? quando vou te conhecer? por que não agora?

 Tá, esse texto não é só mais um texto falando de amor. São coisas que se embaralham na minha cabeça, formando uma ponte que me leva à várias conclusões de assuntos variados. 
 Os meus momentos solitários e o meu silêncio, não é uma simples forma de mostrar o quão "fechada" eu sou. Pelo contrário, minha mente é aberta, digo com mais intensidade, MENTE LIVRE. 

Sabe o filme "em busca da felicidade"? a cena que o will smith fala que quando não sabe a resposta ele diz "não sei", mas ele vai procurar aquela resposta, e pode ter certeza, ele vai achar. 

 Eu me perco muitas vezes em meio aos meus desejos, em meio as minhas esperanças. 
 Desejo que as pessoas sejam menos "maria vai com as outras". 
Desejo que respeitem a opinião de qualquer que seja a pessoa, evangélico, ateu, gay, etc. Até porque, o ser humano tem essa mania chata de querer mudar o "pensamento" diferente das outras pessoas, esquecendo que respeitar é diferente de aceitar. 

Minha esperança, é num mundo melhor, com mais pessoas inteligentes e menos pessoas que se acham inteligentes. Com mais pessoas que ajudam, que são gentis, e não pessoas que dão um pão a um mendigo e tiram foto pra postar no facebook (oi, fiz caridade). Tenho esperança nas mães, que ao contrário dos tempos passados, podem ensinar aos seus filhos que são iguais, independente de gênero. Tenho esperança em crianças que aproveitem sua infância tanto quanto seus avós aproveitaram, para que no futuro possam sentir falta de algo e não se arrependerem de tantas coisas que poderiam ter feito. Tenho esperança na educação, seja ela da escola ou a de casa. Tenho esperança na ética e principalmente no caráter, para que não haja tantas cenas ridículas quanto nos dias de hoje. Esperança de que as pessoas comecem a pensar que um pequeno gesto pode sim mudar o mundo. 

Até pouco tempo atrás, não sonhávamos em ser médico ou advogado, nosso sonho era ser um super-herói,  e então mudar o mundo. E como diria Renato Russo "quem roubou nossa coragem?"

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Eu não sinto falta do colégio



Como assim você sente falta da escola? se lembro bem, a maioria dos meus colegas de turma viviam chamando o colégio de “prisão”. Certo, a comparação não está lá perto de um exagero (quem dera fosse mesmo um exagero nosso), filas enormes no almoço,  filas enormes  no lanche,  gente dormindo na aula (eu), gente fugindo da sala. E agora você vem me dizer que sente falta da escola? 

Bom, eu não sinto falta da sala, nem dos professores, nem tão pouco de esperar as horas passarem e poder enfim voltar pra casa. Acho que as pessoas confundem um pouco essa nostalgia. Alguns amigos ainda me chamam pra visitar o lugar em que aprendemos que “ na faculdade não vai ser essa moleza não”.  Pra quê voltar lá? eu odiava aquele lugar, só gostava das aulas de português e geografia mesmo.  Mas vou lhes dizer o que realmente me faz falta.

Eu sempre acordava tarde, e consequentemente, chegava atrasada. Algumas vezes eu chegava cedo e todo mundo se admirava. Tinha uma tia lá fora que vendia uma empada muito gostosa. Bom, sinto falta dessa empada.

Minha sala era a mais injustiçada do colégio, falar o porquê daria um texto enorme, então deixa isso em falta. Reivindicávamos os nossos direitos sempre, a turma toda unida. É, sinto falta de me sentir uma anarquista.

Fiz poucos amigos no ensino médio, principalmente pelo fato de ter mudado de escola e cidade na metade do 2° ano, mas os poucos amigos que fiz me proporcionaram momentos de pura felicidade. A gente se entendia muito bem, eram só quatro amigos, mas valiam por cem.  E sabe esses momentos? é, sinto falta deles.

Sinto falta das pessoas, dos detalhes, não da escola. Não é mais a minha turma que tá lá, não tem mais reivindicações, deixamos tudo em ordem antes de sairmos de lá. Até a tia da empada foi embora.  Minha farda que antes era a primeira roupa da minha gaveta, agora é a ultima, uma peça que “às vezes” eu vejo no fundo da gaveta quando procuro algo. E agora, como diria Renato Russo “os meus amigos todos estão procurando emprego”, outros na faculdade, fico até feliz por eles. Não temos mais tempo pra falar sobre quem ficou com quem da escola, agora estamos vivendo aquela tal vida cheia de responsabilidades que tanto nos falavam.  


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Alguma coisa que eu não sei o que é




No começo achei que era fome, 
até abrir a geladeira e não sentir vontade de pegar nada. 
Depois achei que fosse sono,
até deitar e nem conseguir fechar os olhos. 

Por um instante pensei que fosse solidão, 
até ignorar todo mundo que me dizia "oi" no facebook. 
Cheguei até a pensar que fosse saudade, 
mas fiquei com preguiça de procurar "a pessoa". 

Não era fome. 
Não era sono. 
Não era solidão, nem tão pouco saudade de alguém.. 
era só tédio. 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Dessa vez é pra você


Nunca tinha escrito sobre você, mesmo você sendo um leitor assíduo da minha página. Você deve ter pensado "por que não eu?". Amores passados e marcantes nos dão mais inspiração, mesmo aqueles que nos ferem. A resposta pra sua suposta dúvida é: você não marcou tanto assim. Acredito que todos que passam pela nossa vida não necessariamente marcam, mas ajudam a gente a amadurecer. Você não me ensinou nada, pelo contrário, acredito que dessa vez fui eu quem ensinou, eu te ajudei a amadurecer, eu passei pela tua vida pra marcar, e não adianta negar, é a verdade. Mas olha só, esse texto é sobre você, pra você. Satisfeito?

 Todos os meus princípios e tudo que sou hoje, não teve um pingo de você nesse meio. Sim, hoje eu sou uma mulher, digo até que completa. Fui guiada pela ilusão de que estar em par é melhor que sozinho, e não era bem isso. Status era o que me definia, e sufocava. E resumo tudo dizendo que dos muitos acertos meus, o de ter tirado pessoas irrelevantes da minha é o que eu mais me orgulho e, sinto lhe informar, você é uma delas. 

P.S: Essa é a minha resposta para suas palavras que o vento (pra minha infelicidade) me traz. Só peço uma coisa, fica só no meu passado, porque eu já tô seguindo no presente até nas coisas que eu digo "por aí".



sábado, 26 de maio de 2012

Sobrevivendo a adolescência - Parte II (o que vem depois)


Começo esse texto dizendo que eu, com meus 17 pouquíssimos anos de idade, me considero uma garotinha, uma frágil e tola garotinha. A "filhinha do papai" melhor dizendo. E amo isso. Amo não ter tanta responsabilidade, amo dar orgulho aos meus pais, amo sair de casa com hora pra voltar, e amo ter aquela conversinha de "pai/pra filha" depois da pirraça. Claro, um dia eu já odiei tudo isso. Já bati o pé e chorei de soluçar, já voltei pra casa depois do horário combinado, e já tirei muita nota baixa pro desgosto dos meus pais. Mas hoje em dia, vez ou outra me deparo com convites no facebook de meninas que fizeram parte de minha infância e também do inicio de minha adolescência. Meninas que não tinham hora pra voltar pra casa, e que me faziam inveja no dia seguinte contando todos os detalhes da farra, meninas que enquanto eu tentava criar coragem pra dar meu primeiro selinho, já estavam no seu 4° ou 5° namorado. Hoje, quando as vejo, demoro um pouco pra lembrar, ou reconhece-las, já que alguns anos atrás elas eram tipo um modelo a ser seguido, de menina independente que curtia a vida nos seus poucos 12 pra 13 anos de idade, e agora são mães com casa, marido e filho pra cuidar. Enquanto eu cá, me descabelo toda de estudar pra passar no vestibular, elas estão lá procurando em que barzinho que toca mc leozinho está seu marido. Muitas sabem, ou acham que sabem o que é a vida, e muitas sofrem com essa vida. Algumas se envolveram com drogas, a maioria influenciada ou obrigada pelo companheiro. Já vi algumas até irem  presas. E definitivamente, agradeço aos meus pais pelos limites que me puseram e pelos castigos como lição. Me orgulho do que sou hoje, e do que eu sei que ainda vou ser, e a única coisa que posso sentir dessas pessoas, infelizmente, é pena, por não terem tido pais ou até mesmo uma mente limpa pra distinguir o certo do errado.


sábado, 7 de abril de 2012

Sobrevivendo a adolescência (parte I)


Já pensei em escrever mais um desabafo, ou alguma coisa que te ajude a sobreviver ao caos que é essa fase complicada chamada de "adolescência". Mas... quer saber? não tem jeito, isso aqui é sim um desabafo, um baita de um desabafo, e prepare-se para se sentir ofendido ou se sentir no meu lugar, daquele jeito clichê de quando a gente ouve alguma música ou lê algum livro e pensa que o autor se inspirou na nossa vida pra compor/escrever aquilo. 

 Minha vida era uma droga, digo isso com tudo certeza e firmeza de uma menina com seus dezessete poucos anos de idade. Minha vida era uma droga amigo, e tudo começou a virar um caos quando comecei a sentir vergonha de usar uma blusa sem sutiã. Nem lembro bem como deixei minhas bonecas de lado e meu conjunto de panelinhas, trocando-os assim por maquiagens, chapinhas e esmaltes. A ultima vez que ralei o joelho foi escorregando na escada do meu prédio. E por falar em joelhos ralados.. que saudade disso. E quem imaginaria que um dia eu sentiria saudade até dos meus "baques". Mas ta bom, se for parar pra pensar, eu quis ser madura tão rápido, que se desse pra voltar no tempo até hoje eu brincaria na rua. Lembro-me bem de quando meus parentes me perguntavam se eu já tava de namoradinho, eu morria de rir com a cara dos meus pais, do tipo: minha filha? nunca! Mas vamos para a pergunta mais dolorosa que nossos amigos poderiam nos fazer:

- Você é BV (boca virgem)? - eu só descobri o significado dessa sigla na 3° série, mas calma, minha infância não deu STOP quando eu tinha apenas 9 anos -
- eee..eu? - aquele gaguejado básico de todo boca virgem - ah, claa..aro que não né?!
- e você já beijou quantos? - caramba meu, porque você tinha que perguntar isso? mentir dizendo que não sou bv já não basta? -
- Ah.. vários né!

Olá menininhas de 9 até indeterminada idade.. se você está aí se descabelando por que ta no zero a zero desde que nasceu.. aqui vai um conselho de alguém que sente uma vontade enorme de consertar seus erros do passado ajudando pessoas que tem as mesmas confusões mentais que eu tinha alguns anos atrás: relaxaaaaaa. Não importa quantidade, importa a qualidade. Não importa que seja com 25 anos de idade, ou com 11 - se bem que com 11 você ainda ta muito novinha viu sua danadinha? - mas que seja especial. Que faça o seu coração bater tão forte que você pense que vai pular da sua boca. Lembre-se de olhar no espelho e ver a princesa que está ali na sua frente, e princesas querida estão no topo de um castelo a espera de um príncipe, e príncipes não são tão fáceis de encontrar por aí, mas eu te garanto que pra ele não importa os quilômetros de distância entre ele e você ou a altura que ele tem que escalar até o topo do seu castelo, ele vai  chegar lá. E vai valer a pena.